Estou feliz e triste ao mesmo tempo. Mas o que predomina na minha mente é a confusão.
Não sou boa em ME dar conselhos. Para os outros é muito mais fácil entender os problemas,
muito mais simples de ver as soluções, de saber o que deve se fazer e o que não deve ser feito de jeito nenhum. Mandar os outros terem coragem para ir atrás da sua felicidade, lutar por ela, é muito mais fácil do que CRIAR essa coragem, do que ir atrás dessa tal felicidade que todos falam e precisam, mas que muitos não tem.
Ter problemas é bom, pois amadurecemos, crescemos, aprendemos! Mas isso é bom depois,
porque na hora é uma aflição sem fim. Um só pensamento no dia inteiro, na semana, no mês.
Queria que tudo fosse diferente na minha vida. Não que eu me arrependa de algo que fiz,
mas sim do que não fiz, do que não deu tempo fazer, ou simplesmente não tive a coragem ou a intenção.
Tudo diferente não, mas se uma ou outra coisa mudasse, iria mexer com minha vida inteira.
E acho que não seria pra pior, e as vezes, quando fico pensando, tenho a certeza que não!
Mas se tudo fosse como a gente deseja, acho que nem teria graça. Quer dizer, ia ter graça até demais.
E como já disse, nada demais é bom.
Essa angunstia que as vezes sinto serve para ver que não posso ser tão submissa ao que os outros querem, serve para eu aprender a me botar na frente, aprender a pensar em mim, pensar na minha felicidade, e não olhar só pro querer dos outros.
Seja esses outros família, amigos, ou sei lá quem. Sempre boto a felicidade de quem gosto na frente da minha, e sei que sou idiota de fazer isso, porque falo tanto dos que lutam pela felicidade, que têm que correr atrás dela, e eu sempre deixando a minha para trás, ou simplesmente para outro plano, que não seja o primeiro.
Tenho que me ouvir mais, e não só os outros. Aprender a dar valor aos meus pensamentos, aos meus gostos. Adoro dar conselhos para quem amo, e principalmente quando não quero que eles fiquem assim como eu, com uma angustia, uma falta, um medo, um sentimento que não passa.
Que por vezes é coberto por alegrias momentanes, ou permanentes também, mas que nunca é esquecido, nunca é apagado da mente, nem do coração.
domingo, fevereiro 28
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